Conheça o design thinking e os motivos para se investir nesse método

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Nos últimos anos, o design thinking ganhou bastante destaque. Negócios de todos os tamanhos e segmentos contaram com sua abordagem para desenvolver soluções centradas no usuário, agregando valor ao cliente final e oportunidades lucrativas às organizações.

Na prática, a adoção do design thinking apresenta diferentes passos. O mais comum é que comece com o processo de imersão, tendo por intuito compreender melhor o problema. Em sequência, estão etapas como idealização, desenvolvimento e testagem de certos produtos.

Pensando na importância do tema, criamos um artigo completo sobre design thinking. Nos próximos tópicos, explicamos o que é, por qual razão aplicar e como fazer isso. Confira!

Afinal, o que é design thinking?

Vamos começar pelo básico e entender o design. Diferentemente do que muitos acreditam, design não se trata somente de elementos visuais, como um desenho ou gráfico. Trata-se de uma solução. Veja a alça de uma xícara, não está ali por mera estética — é um artifício desenvolvido para melhorar a experiência de segurar o objeto.

O termo thinking, por sua vez, refere-se ao ato de pensar, refletir sobre uma solução. Boas soluções nascem de um processo de reflexão, que leva em consideração as variáveis em jogo e a melhor alternativa às partes interessadas. Sem reflexão, soluções podem nunca surgir.

Então, design thinking se trata de uma abordagem criativa que objetiva resolver problemas, desenvolvendo produtos (isto é, bens ou serviços) com foco no usuário final. Isso demanda um processo bem estruturado, conduzido com profundidade e centrado no cliente.

O design thinking conta com cinco principais etapas, que são descobrir, sintetizar, construir, testar e evoluir, todas explicadas no último tópico.. Cada fase conta com desafios próprios, como pesquisa e organização de grandes volumes de dados. Por isso, é preciso atenção.

Quais os motivos para investir em design thinking?

Agora que você entendeu que design thinking é uma abordagem criativa para construir soluções, especificamente, criar bens e/ou serviços, é hora de compreender seus benefícios. Existem muitos, como o aumento da criatividade, a criação de uma cultura de experimentação, a centralização no cliente e a geração de oportunidades lucrativas. Veja mais, neste tópico.

Aumenta a criatividade

A criatividade é um dos mais importantes elementos às organizações. Pessoas e negócios criativos contam com ideias boas e variadas para melhorar seu desempenho, que podem agregar resultados reais a partir da execução. Sem criatividade, qualquer empresa pode falhar.

O design thinking amplia essa habilidade, estimulando os profissionais a “pensar fora da caixa” para resolver problemas. Isso porque os indivíduos precisam manter a mente aberta para entender novas situações, assim como conceber, testar e aperfeiçoar seus produtos.

Promove uma orientação para o cliente

Muitas das empresas mais bem-sucedidas do mundo são chamadas de customer-centric, porque atuam com foco no cliente. A ideia é entendê-los em profundidade, desenvolver as melhores soluções e fornecer um atendimento de ponta. Assim, ganham fidelidade.

Aqui, o design thinking ajuda muito. Sua abordagem é orientada para o usuário final, isto é, para o cliente. Isso permite o desenvolvimento de bens, serviços e sistemas mais humanos, úteis e utilizáveis, e aumenta a proximidade com o público-alvo da organização.

Gera oportunidades lucrativas

Grosso modo, empresas existem para lucrar e gerar riqueza aos seus investidores. Sem isso, um negócio não se justifica. Então, é necessário criar e aproveitar oportunidades lucrativas, ou seja, chances de melhorar os resultados econômico-financeiros do empreendimento.

Nesse caso, o design thinking ajuda a empresa ao encontrar oceanos azuis, nome dado aos mercados pouco (ou nada) explorados, nos quais a concorrência é irrelevante e as empresas contam com melhores margens. Desse modo, promove várias oportunidades de ganho.

Fortalece a cultura de experimentação

Os gestores estão cada vez mais convencidos de que o erro não é necessariamente algo ruim — afinal, subsidia a inovação. É preciso testar, falhar e melhorar, dando espaço ao aprendizado e ao crescimento. Em resumo, isso é chamado de cultura de experimentação.

Toda a abordagem de design thinking está bem alinhada a essa cultura. O design criativo e centrado no usuário não busca respostas prontas. Pelo contrário, experimenta coisas novas, aplicando o erro em favor do crescimento do negócio e da satisfação dos clientes finais.

Desafia o status quo

Você já deve ter ouvido falar em status quo. Refere-se ao estado atual das coisas, isto é, aos atuais produtos, rotinas e outros elementos que pertencem à empresa. Desafiar o status quo é estimular mudanças na forma como as coisas são feitas, buscando alternativas melhores.

Muitas empresas são enrijecidas. Contam com as mesmas rotinas ao longo de anos ou até décadas. São pouco abertas às novas tecnologias, processos e atividades. Isso pode colocar o empreendimento em rota de fracasso, inibindo sua competitividade e sobrevivência.

Como aplicar o design thinking?

A aplicação do design thinking é razoavelmente simples de entender. Como dito antes, são cinco principais passos. O maior desafio está em manter a mente aberta às mudanças, alinhar os talentos e transformar essa abordagem em uma rotina de trabalho. Veja:

  1. descobrir — consiste em entender profundamente um problema. A ideiam é fazer uma imersão. Aqui, entrevistas, visitas e simulação de realidade são bem-vindas;
  2. sintetizar — a descoberta gera muitos dados, que devem ser sintetizados. A ideia é preservar a essência. Nessa etapa, são criados fluxogramas, mapas mentais, gráficos e matrizes;
  3. construir — com base no conhecimento adquirido, é hora de construir uma solução inicial, chamada de protótipo. É preciso manter o foco no usuário, o cliente;
  4. testar — dificilmente sua solução inicial será perfeita. Por isso, é importante testá-la, analisando sua viabilidade e diagnosticando gargalos que precisam de correção;
  5. evoluir — consiste em melhorar sua solução, garantindo que os principais pontos fracos sejam eliminados e que o produto final atenda melhor aos usuários.

Note que, após esses cinco passos, terá conseguido imergir em certo problema, sintetizar seus pontos centrais, desenvolver uma solução inicial, testar sua viabilidade e avançar o que for preciso. Assim, conseguirá criar algo atraente, útil e utilizável ao seu cliente final.

Agora, você está por dentro do assunto. Lembre-se de que design thinking é uma abordagem criativa para construir soluções, partindo da imersão em problemas. Sua aplicação pode ser feita em empresas de todos os tamanhos, grandes ou pequenas. Seus benefícios são muitos, como o aumento da criatividade, a centralização no cliente e a geração de oportunidades.

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